● TRATAMENTO PSICOLÓGICO
Aliado ao tratamento medicamentoso ou até mesmo o de neurofeedback (que ainda não está cientificamente comprovado) a terapia individual se coloca como uma importante aliada na lida com o TDAH, uma vez que os sintomas secundários ao transtorno, não são minimizados com a medicação. A proposta de tratamento, segundo a orientação fenomenológica existencial, não tem o caráter de treinamento de atividades, reforço positivo que a psicologia cognitivo comportamental (o método mais utilizado para tratamento de tdah) propõe. A forma de abordagem que proponho para lidar com a condição de TDAH é trabalhar com as dificuldades específicas de cada indivíduo, principalmente por conta da capacidade criativa que em muitos casos de TDAH se mostram de uma maneira bastante destacada e acaba sendo uma importante aliada do indivíduo e portanto deve ser preservada. A fenomenologia não tenta enquadrar o ser humano num determinado e esperado modo de vida, treinando-o para fazer determinada coisa sempre da mesma maneira, o que seria para a fenomenologia um estreitamento de possibilidades de ser. Dessa maneira o tratamento não segue uma orientação pré determinada, mas é sim construído a quatro mãos, onde paciente e terapeuta se unem para traçar o fio que tecerá essa caminhada.O primeiro contato com o paciente se dá através de uma entrevista que não será cobrada e nem obriga o paciente a qualquer compromisso. Para obter maiores informações contate-nos através do link abaixo.
CONTATO PARA O TRATAMENTO
● METILFENIDATO
O metilfenidato é comercializado no Brasil com o nome de Ritalina ou Concerta e consiste num potente inibidor da recaptação da dopamina e da noradrenalina. Bloqueia a captura das catecolaminas pelas terminações das células nervosas pré-ganglionares; impede que sejam removidas do espaço sináptico. Dessa maneira a dopa e a nora extracelulares permanecem ativas por mais tempo, aumentando significamente a densidade destes transmissores nas sinapses. O metilfenidato possui potentes efeitos agonistas sobre os receptores alfa e beta colinérgicos. O medicamento eleva o nível de alerta do sistema nervoso central. Incrementa os mecanismos excitatórios do cérebro e portanto culmina numa melhor concentração, coordenação motora e controle dos impulsos.
● NEUROFEEDBACK
Os portadores de TDAH apresentam uma hipofunção na area pré-frontal do córtex cerebral. Quando falamos de funcionamento do cérebro, fazemos referência a descargas elétricas que são a base de transmissão de informação entre os neurônios. Estudos evidenciam que a principal característica neurológica do TDAH é um excesso de ondas de baixa frequência (ondas lentas) no córtex frontal, não permitindo a transmissão adequada de impulsos nervosos entre os neurônios. Sendo o córtex pré-frontal o responsável pelas funções de controle voluntário da atenção, planejamento, julgamento, tomada de decisão, autocontrole, e outras, surgem então os sintomas do TDAH.O neurofeedback ou neuro-biofeedback é um conjunto de procedimentos baseados no processo de reforçamento condicionado , no qual se aprende a controlar a frequência das ondas cerebrais. Esta alteração é muito importante no tratamento dos portadores do TDAH, pois atua sobre a base biológica do transtorno, proporcionando então um efeito duradouro e não apenas momentâneos como os produzidos pelos psicoestimulantes (estimulação química).No neurofeedback, o paciente é conectado a sensores que medem suas frequências de ondas cerebrais. Estes sinais são decodificados por um computador que apresenta ao cliente os sinais correspondentes às frequências de ondas predominantes. Existem ainda equipamentos mais modernos que funcionam como um videogame, onde o jogador é estimulado, através de reforçamento condicionado, a alterar voluntariamente a frequência de suas ondas cerebrais.O tratamento pode durar de 30 a 60 sessões e durante as descritas sessões o portador de tdah passará por um processo de aprendizagem ou seja de reeducação do cérebro que estava acostumado a trabalhar de uma maneira diferenciada. Dessa maneira o paciente poderá pleitear uma redução da medicação ou até mesmo a extinção do tratamento medicamentoso uma vez que consiga, após o tratamento com neurofeedback, aumentar a frequencia das ondas cerebrais aumentando consequentemente a capacidade de focar e sustentar a atenção de maneira voluntária Ao longo das sessões de neurofeedback, normalmente entre 30 a 60, o paciente passa por um processo de aprendizagem, onde ele se torna capaz de aumentar a frequência de suas ondas cerebrais e, deste modo, focar e sustentar sua atenção, de forma voluntária.
O neurofeedback pode ser uma boa opção para aqueles que tem alguma restrição com relação a medicamentos. Outra carcterística bastante positiva desse tipo de tratamento se dá com relação a durabilidade do tratamento, que ao contrário dos medicamentos, se faz de uma maneira duradoura e sustentada.